Monday, 2 June 2008

Passos

"Os pentecostais, inseridos nessa passagem, alimentam-se do passado religioso lentamente consolidado e do presente metropolitano que se instaura numa dinâmica de rupturas e continuidades."1 (121)


Brazil, late urbanism and accelerated metropolisation2 (121)


rural nature of colonial period; arrested modernisation; hegemony of patronage iberian catholicism, medieval and pre-tridentine3 (121)


"Os números demonstram um crescimento vertiginoso da população urbana, sobretudo a partir da segunda metade do século XX. No início deste século, era de 1,2 milhão; em 1950, em torno de 18 milhões; dez anos mais tarde, 32 milhões; em 1970, atinge 52 milhões; em 1980, avança para 82 milhões e, na década de 90, chega a 120 milhões " 4(122)


rural exodus-->chaotic urbanization " A maioria da população fica excluída dos benefícios da modernização trazida pelas cidades, desde os mais básicos bens de subsistência, até a inserção nos bens culturais, pelo acesso à educação fundamental e superior. Portanto, a metropolização brasileira está longe de significar um processo de modernização como aquele vivenciado pelos países do Norte." 5(122)


"É nessa dinâmica que, a nosso ver, devem ser inscritos os movimentos pentecostais: herdeiros de uma passado religioso, lentamente consolidado e, simultaneamente, resultado dos processos metropolitanos acelerados. Trata- se de vinhos velhos em odres novos, ofertas religiosas que respondem, a um só tempo, a arquétipos cristalizados do passado e às exigências espaço-temporais do presente. 5 Os fiéis pentecostais passam por um processo de conversão às novas condições urbanas, sem perder suas referências religiosas fundamentais. A conversão vai adaptando as massas dentro do espaço e do tempo da grande cidade e atiçando a velha lógica de leitura do mundo e da vida, bem como as estratégias capazes de estabelecer equilíbrio dentro do caos. O velho persiste no fundo, o novo impera na forma, compondo uma periferia dinâmica no conjunto de significados religiosos." 6(123)


"a religião pentecostal entra em cena como estratégia de solução e significação da passagem, determinando os limites dentro do grande espaço sem limites, restabelecendo os laços de proximidade, compondo sentidos gerais e resistindo ou negociando com o novo" 7(124)


" Os grupos pentecostais ajudam a construir esses laços, compondo uma nova vizinhança, baseada não na relação de parentesco consangüí-neo, mas de parentesco espiritual." 8(125)


relates pentecostal practice of congregations on the periphery and mega-churches in the centre to Catholic practice of local sanctuary central cathedral9 (125-126)


individualism:

"falar ao sujeito ouvinte (meu amigo, meu irmão, você que me ouve, você que está aqui, caro leitor, Jesus pode salvar você, você pode conseguir); - referir-se a situações particulares (você que está com dor na coluna, você que tem problemas com a família, você que está desempregado, você que quer ir bem nos negó- cios, você que está triste); - provocar uma experiência pessoal (feche os olhos, entregue seu problema a Jesus, peça a Jesus que resolva seu problema, sinta Jesus tocando seu coração, sinta Jesus libertando, fale com Jesus, você pode ficar à vontade, chorar, sorrir, gritar);

- estimular a auto-estima (você pode, Jesus te ama, Jesus vai realizar o que prometeu, você é herdeiro de uma promessa, basta você acreditar, basta entregar-se a Jesus, basta crer que conseguirá); - solicitar um gesto pessoal (levante a mão quem quer..., venha até a frente, cante, entregue-se concretamente, dê seu voto pessoal, receba a unção, pegue o envelope, faça uma oferta)." 10(126)


"uem presencia um culto pentecostal sente-se, simultaneamente, atingido individualmente e implicado na massa de fiéis, que vai se envolvendo e respondendo aos apelos do pregador. É nesse sentido que alguns especialistas falam em .individualismo coletivo. para designar essas assembléias. O papel do público parece ser o de produzir o frenesi coletivo, a contaminação emocional, a efervescência religiosa que vão sendo configurados pelo espetáculo da fé. O espetacular se dá numa circularidade com o grande público consumidor ou, até, consumista dos bens de salvação."11 (126)


focuses on the appeal to emotions; "free" interpretation of scripture and the use of the media by pentecostals 12(126-127)


links Pentecostal churches with urban areas where consumism prevails13 (127)

1JD Passos, “TEOGONIAS URBANAS : os pentecostais na passagem do rural ao urbano ,” São Paulo em Perspectiva 14:4(2000), 120-128, 121.

2JD Passos, “TEOGONIAS URBANAS : os pentecostais na passagem do rural ao urbano ,” São Paulo em Perspectiva 14:4(2000), 120-128, 121.

3JD Passos, “TEOGONIAS URBANAS : os pentecostais na passagem do rural ao urbano ,” São Paulo em Perspectiva 14:4(2000), 120-128, 121.

4JD Passos, “TEOGONIAS URBANAS : os pentecostais na passagem do rural ao urbano ,” São Paulo em Perspectiva 14:4(2000), 120-128, 122.

5JD Passos, “TEOGONIAS URBANAS : os pentecostais na passagem do rural ao urbano ,” São Paulo em Perspectiva 14:4(2000), 120-128, 122.

6JD Passos, “TEOGONIAS URBANAS : os pentecostais na passagem do rural ao urbano ,” São Paulo em Perspectiva 14:4(2000), 120-128, 123.

7JD Passos, “TEOGONIAS URBANAS : os pentecostais na passagem do rural ao urbano ,” São Paulo em Perspectiva 14:4(2000), 120-128, 124.

8JD Passos, “TEOGONIAS URBANAS : os pentecostais na passagem do rural ao urbano ,” São Paulo em Perspectiva 14:4(2000), 120-128, 125.

9JD Passos, “TEOGONIAS URBANAS : os pentecostais na passagem do rural ao urbano ,” São Paulo em Perspectiva 14:4(2000), 120-128, 125126.

10JD Passos, “TEOGONIAS URBANAS : os pentecostais na passagem do rural ao urbano ,” São Paulo em Perspectiva 14:4(2000), 120-128, 126.

11JD Passos, “TEOGONIAS URBANAS : os pentecostais na passagem do rural ao urbano ,” São Paulo em Perspectiva 14:4(2000), 120-128, 126.

12JD Passos, “TEOGONIAS URBANAS : os pentecostais na passagem do rural ao urbano ,” São Paulo em Perspectiva 14:4(2000), 120-128, 126127.

13JD Passos, “TEOGONIAS URBANAS : os pentecostais na passagem do rural ao urbano ,” São Paulo em Perspectiva 14:4(2000), 120-128, 127.

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